Razão x Emoção
31/05/2016
Violência contra a mulher - mutilação genital (trauma)
Violência contra a mulher – mutilação genital (trauma)
02/06/2016
Mostrar todos

Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

Violência contra a mulher

De acordo com a OMS uma em cada três mulheres no mundo, sofreu violência física ou foi violentada por um parceiro em sua vida.
Fazendo uma conta rápida, o mundo tem uma população de aproximadamente 7,3 bilhões de pessoas, (United Nations Population Funds) supondo que metade da desta população seja de mulheres, seriam aproximadamente 3,6 bilhões de mulheres no mundo, um terço disso, temos 1,2 bilhões de mulheres !!!!

Outra informação relevante é de que a cada 9 segundos nos Estados Unidos uma mulher é assaltada ou sofre violência física. (National coalition against domestic violence).
Existem regiões no mundo onde podemos encontrar taxas mais elevadas, porém a diferença não é tão marcante.

Na América Latina, cerca de 30% das mulheres sofrem de violência física ou sexual, sendo que no Brasil os números são parecidos. De acordo com um estudo feito pela OMS em São Paulo e Pernambuco, existem muitas variações entre cidades e países, portanto não é exatamente igual em todo o mundo.
– 7 em cada 10 mulheres já foram ou serão violentadas em algum momento da sua vida.
– mais de 35% de todos os assassinatos de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro.
– apenas 5% dos assassinatos de homens são cometidos por uma parceira.

Proteção para as mulheres

A Dra. Mary Ellsberg, Diretora do Global Women’s Institute e ativista da rede Nicaraguense de mulheres contra violência têm como objetivo proteger legalmente as mulheres na Nicarágua e para isso procurou os parlamentares deste País. Os Parlamentares disseram que não acreditavam que isto pudesse estar ocorrendo, que provavelmente eram apenas algumas mulheres que estavam reclamando e finalizaram dizendo que para se levar este assunto a sério precisavam de estatísticas reais. Foi assim que a Dra. Ellsberg decidiu iniciar uma pesquisa na Nicarágua.
A pesquisa foi feita de porta em porta, perguntando às mulheres sobre a experiência delas com a violência doméstica, chegando se a conclusão que metade das mulheres que foram entrevistadas tinham sofrido violência física ou sexual cometida pelo parceiro e que 1 em 4 das entrevistadas havia sofrido violência nos últimos 12 meses.

Entrevistas

Durante as entrevistas, as seguintes perguntas eram feitas:
– Seu marido já te bateu ou jogou algo em você que te machucou?
– Chutou você ou puxou você pelo cabelo?
– Queimou você de propósito?
– Te enforcou?
– Espancou você com algum objeto ou com as mãos?
– Ameaçou você com faca ou com uma arma?
– Você já foi forçada a fazer sexo contra sua vontade?
– Você já fez sexo com ele por medo do que ele poderia fazer?
– Ele te obriga a fazer algo que você acha humilhante ou degradante?
Se a resposta for “SIM” para qualquer uma dessas perguntas sobre violência física ou sexual, entrava na estatística como uma mulher vitima desse tipo de violência.
Durante as entrevistas, muitas mulheres começavam a falar e falar, sendo, às vezes, difícil faze-las parar.
No Brasil, 38,7% das mulheres sofrem agressões diariamente. Em 33,8% dos casos, a agressão é semanal. Destas vitimas, 77,8% têm filhos e 80,4% das crianças presenciaram ou sofreram a violência com as mães. Fonte: Secretaria de Políticas para mulheres da Presidência da Republica.

Pesquisa sobre os filhos

A Dra. Ellsberg descobriu na pesquisa realizada na Nicarágua, que garotos que testemunham a mãe sendo agredida terão 3 vezes mais chances de agredir a própria mãe. Isso não faz sentido, o garoto sabe o quanto sofreu, sabe o quanto a mãe sofreu então porque faria isso?
Uma das conclusões que chegaram foi de que a violência é um comportamento adquirido. Não é um fator biológico, não é que os homens tem que usar a violência, eles aprendem vendo os pais, o que é ser homem (modelo do Pai), além disso aprendem com a família, com o pai e com todos a sua volta que, para ser homem é preciso usar violência.

Muitas vezes esta violência é vista como um castigo e serve para mostrar à mulher como ela deve se comporta.
Existem muitos lugares com leis e programas progressistas, como as delegacias de mulheres e crianças, como no Brasil e em outras partes do mundo, mas não existe lugar nenhum onde as mulheres fiquem totalmente protegidas.
A Dra. Ellsberg continua com seu objetivo de acabar com a violência contra as mulheres.

À vários anos defende que deveriam existir nos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU uma meta internacional para o fim da violência contra a mulher.

Fontes: United Nations Population Funds – http://www.unfpa.org, United Nations Population Funds – http://www.ncadv.org/learn/statistics, Dra. Mary Ellsberg – https://globalwomensinstitute.gwu.edu/dr-mary-ellsberg-director
J. Pedro Parisotto Jr.

J. Pedro Parisotto Jr.

Estudante do último ano de Psicanálise Clínica
J. Pedro Parisotto Jr.

Últimos posts por J. Pedro Parisotto Jr. (exibir todos)

J. Pedro Parisotto Jr.
J. Pedro Parisotto Jr.
Estudante do último ano de Psicanálise Clínica

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *