Rotina de Sigmund Freud
A Rotina de Sigmund Freud
09/07/2016
Amor é ter sempre alguém com quem a gente pode contar
19/07/2016
Mostrar todos

Sexo e sexualidade na terceira idade

Sexo e sexualidade na terceira idade

Sexo e sexualidade na terceira idade

Sexo e sexualidade na terceira idade

Já se foi o tempo em que as pessoas mais idosas eram vistas como frágeis, indefesas, dependentes, apáticas e aposentadas sexualmente. Era uma época em que a repressão sexual era muito mais presente do que é hoje, e que a expectativa de vida das pessoas era menor. Era quase impossível imaginar pessoas idosas tendo uma vida sexual.

Hoje, cada vez mais, vemos uma preocupação em se alcançar um envelhecimento com saúde e qualidade de vida. Temos observado um aumento no número de pessoas que chegam aos 60, 70 anos ou mais, com condições psicológicas e físicas bem satisfatórias e com uma vida ativa. Muitas dessas pessoas também têm uma vida sexual satisfatória. No entanto, a sociedade ainda de alguma forma, atrela a sexualidade e o sexo à juventude, beleza e procriação. Desta forma, se faz presente um preconceito quanto ao exercício da sexualidade de quem já não é mais jovem, já não tem as curvas do corpo tão definidas e de quem já deixou para trás a possibilidade de gerar filhos. O que nos jovens é visto como sexualidade, nos idosos é visto como pouca vergonha, falta de respeito ou libertinagem.
Os resquícios da repressão sexual ainda trazem consequências atuais na maneira pela qual a sexualidade é vista, inclusive por alguns profissionais da saúde, que têm dificuldade de abordar ou aprofundar no assunto.

Muitas pessoas confundem SEXO com SEXUALIDADE. Existem vários significados para SEXO. No sentido aqui abordado, SEXO significa o ato sexual em si, o coito. SEXUALIDADE é toda a maneira de expressar sentimentos, carinho, afeto, amor e intimidade nas relações afetivas e também nas sexuais. É a forma como o indivíduo se relaciona com as pessoas e com o mundo. Sendo assim, vida sexual satisfatória não está relacionada à performance mas, à condição que a pessoa tem tanto nos aspectos físicos quanto nos emocionais e psicológicos, de se entregar às carícias e ao momento de intimidade sexual, podendo tirar prazer sem necessariamente colocar a ereção, penetração e orgasmo, como objetivo da relação, mas como uma consequência que pode ocorrer ou não. Vendo desta forma, SEXO E SEXUALIDADE acabam se fundindo. Aliás, esta deveria ser a maneira de enxergar o sexo independente da idade porém, a forma que a sociedade nos apresenta não é esta. Um dos objetivos da Terapia Sexual feita com um Sexólogo é justamente ajudar as pessoas a internalizarem essa visão, para experimentarem relações sexuais sem cobranças ou expectativas de um bom desempenho.

Um outro fator importante para uma vida sexual prazerosa é a pessoa admitir que ela tem o direito de praticar o sexo e de tirar prazer dele.

Isso quer dizer que, se a mulher apesar da repressão sexual, conseguiu se dar o direito de ter e de gostar de sexo quando jovem, muito provavelmente continuará tirando proveito do sexo pelo resto da sua vida. No caso do homem, se ele aprendeu a viver um sexo sem achar que a ereção e penetração são as coisas mais importantes de uma relação, ele também poderá chegar aos seus últimos anos de vida curtindo o sexo.

É muito importante buscar obter conhecimento a respeito das transformações emocionais, psicológicas e físicas que ocorrem com os homens e mulheres com o avançar da idade. A idade não dessexualiza ninguém. Portanto, não existe limite de idade para se ter uma vida sexual ativa. Lembrando que ativa não quer dizer que tenha que ser todos os dias.

As modificações que ocorrem tanto nas respostas masculinas como por exemplo, uma ereção não totalmente rígida ou alcançada de forma mais lenta, quanto nas femininas a exemplo de uma diminuição do desejo ou de um ressecamento da vagina devido à queda hormonal consequente da entrada na menopausa, são fatores altamente contornáveis ou tratados para que a pessoa possa dar continuidade à pratica sexual.

O desejo sexual é normal em qualquer idade e não só na juventude. Por isso é importante cuidar da saúde, buscar uma alimentação saudável e praticar alguma atividade física, pois as doenças mais comuns nas últimas décadas de vida e alguns medicamentos usados para tratar algumas delas, podem trazer consequências negativas nas respostas sexuais. Essas consequências podem ser uma disfunção erétil, que pode surgir ou se agravar, uma dificuldade ou incapacidade ejaculatória, uma diminuição do desejo sexual e/ou da lubrificação vaginal, uma dificuldade em atingir o orgasmo e quaisquer outras.
O mais importante de tudo isso é a forma que a pessoa leva a vida, em todos os sentidos e não só no sexual. Buscar uma vida com mais qualidade, não deixar de lado o contato familiar e social, procurar não guardar rancor e incluir a pratica sexual satisfatória é sempre um caminho para uma vida mais feliz!

Fonte – Walkíria Fernandes – Psicóloga/ Sexóloga – www.sexologawalkiriafernandes.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *