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Porque sonhamos?

Os sonhos são a principal chave para o autoconhecimento humano.

Ponto de vista psíquico

Do ponto de vista psíquico, sonhar é a linguagem simbólica, através da qual nosso inconsciente se manifesta.
Podemos fazer uma analogia sobre nosso inconsciente com um local onde habitam fantasmas psíquicos, ou seja, conflitos não resolvidos, traumas, desejos, sentimentos e emoções de tudo aquilo que gostaríamos de fazer, mas por questões morais, éticas ou sociais não o fazemos e reprimidos. (A Interpretação dos Sonhos – 1900 – Sigmund Freud)

Nossa mente tem que estar em equilíbrio

Tudo isso gera um acumulo de energia, de excitação no nosso inconsciente que precisa ser eliminado, ou seja, drenado, pois nossa mente tem que funcionar equilibrada, com um mínimo de excitação.
Com isso o sonho tem uma função auto-reguladora do equilíbrio psicológico e através dele que fazemos a digestão destes conteúdos reprimidos.

Ponto de vista científico

Do ponto de vista puramente científico, o sonho é uma criação e uma vivencia puramente cerebral e fisiológica. Quando dormimos ocorre lentificação progressiva da atividade cerebral, redução da percepção do ambiente externo e relaxamento muscular. Eis que, na hora do sono, a atividade cerebral se altera.

As atividades cognitivas

Surge franca atividade cognitiva, várias área e funções se ativam, como a memória, emoções, a criatividade, etc. Os olhos passam a se mover de um lado para o outro, mesmo abaixo das pálpebras. É como se o cérebro despertasse para dentro de si. A despeito dessa franca atividade, o corpo mantém-se inerte e paralisado, assim como a franca redução da percepção do ambiente ao seu redor. É um momento fisiológico único, aonde o cérebro fecha suas entradas sensoriais e suas saídas motoras, mas apresenta franca atividade mental.
Neurologista Leandro Teles, membro da Academia Brasileira de Neurologia, formado e especializado pela Universidade de São Paulo (USP), para elucidar algumas questões críticas sobre esse tema palpitante.

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