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Emoções, como sempre revelamos as nossas emoções

emoções

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Emoções – como sempre revelamos as nossas emoções. As nossas emoções são uma parte importante de quem somos.
Costumamos permitir que elas controlem as nossas decisões e reações, ou seja, nem sempre fazemos as coisas porque devemos, às vezes somos levados pelas nossas emoções (ou pelo menos é assim que racionalizamos o nosso comportamento depois do fato).
Às vezes nem estamos conscientes das emoções que estamos tendo.
Porém, os seres humanos sempre revelam as próprias emoções, mesmo que não queiram ou desejem ocultá-las.

O que é exatamente um emoção?

Todos sabem o que é uma emoção até
serem solicitados a defini-la.

Beverley Fehr e James Russel

Mas o que é exatamente uma emoção?
O que foi estabelecido é que todas as pessoas têm emoções básicas, que são deflagradas pelas mesmas coisas.

03 emocao
A causa mais comum de uma emoção é um sentimento ou uma crença de que estamos sendo ameaçados em termos da nossa segurança pessoal ou do nosso bem estar geral.
Uma teoria conhecida supões que a origem se caracteriza por mecanismos de sobrevivência biológicos, que são atalhos que se sobrepõem a deliberações racionais em situações em que não há tempo bastante para entender as coisas adequadamente.
Em certas situações, precisamos ser capazes de reagir de imediato, automaticamente, apenas para sobreviver.
Se você fosse um home da idade da pedra e precisasse efetuar uma análise intencional de todas as implicações de um tigre enorme pronto para “dar o bote”, além de considerar as suas opções diferentes para se livrar da situação, você viraria comida de tigre.

A ideia

A ideia é que estamos sempre, inconscientemente, rastreando o ambiente em busca de certos eventos e sinais.
Se um sinal específico for observado, isso deflagra uma emoção que esta conectada a esse sinal específico. Uma mensagem é transmitida à nossa mente consciente para que sejamos informados sobre o que está para acontecer.

emoção

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Há dois caminhos que as informações emocionais podem seguir na nossa mente. Ambos começam no mesmo ponto, os nossos receptores receberam um sinal e o enviaram a uma parte de nosso cérebro chamada “tálamo“. A partir daí, o sinal é transmitido para a amídala, que é uma parte pequena do cérebro, em formato de amêndoa, considerada envolvida nas reações emocionais. A amídala esta ligada às partes do cérebro que controlam o pulso, a pressão arterial e outras reações nos sistema nervoso autônomo.
Entretanto, há caminhos diferentes que podem ser percorridos para chegar à amídala. Um deles é uma via expressa que vai diretamente para a amídala, causando uma reação imediata que aciona o sistema nervoso autônomo, mas sem nenhuma ideia real daquilo a que esta realmente reagindo.

O outro caminho percorre áreas mais densamente povoadas e é um pouco mais lento. Primeiro, ele vai até a parte do cérebro que tem a ver com a atenção e o pensamento (o córtex cerebral) antes de ir para a amídala. Isso demora mais, mas nos dá uma ideia melhor do que significa o sinal.

Na prática

Em termos puramente práticos, isso significa que, se algo grande vier rugindo em nossa direção, em alta velocidade, ele constituirá um estimulo que deflagrara a emoção do medo. Medo significa, entre outras coisas, que o pulso fica elevado e que o sangue é bombeado em direção aos músculos grandes de nossas pernas para nos preparar para a fuga, se necessário. Com o corpo reage antes da mente, você terá manobrado defensivamente, saindo com o carro da estrada, antes de ter tempo de pensar, “Droga! Aquele caminhão está do lado errado da estrada!”. Ou talvez você se dê conta de que se assustou com uma sombra e agora está com lama até a cintura sem um bom motivo.
O seu corpo levará mais tempo para voltar ao estado normal do que os seus pensamentos. Isso significa que, apesar de o perigo ter sido evitado, o seu coração continuará acelerado, a boca continuará seca por um tempo, seja isso necessário ou não.
Em outras palavras, as emoções começaram como um sistema automático para nos livrar de situações ameaçadoras. Elas provocam mudanças necessárias em partes diferentes do nosso cérebro e afetam o nosso sistema nervosos autônomo, que por sua vez, regula funções como respiração, suor e batimentos cardíacos. Mas as emoções também alteram as nossas expressões faciais, a nossa voz e a nossa linguagem corporal.

A emoções – sintomas

Não somos emoções o tempo todo, elas vêm e vão, às vezes uma substituindo a outra.
Algumas pessoas são mais emotivas do que outras, mas até mesmo elas passam por períodos em que não estão tomadas por nenhuma emoção em especial. Existe uma diferença entre emoção e humor, a emoção é mais curta e mais intensa, enquanto o humor pode durar uma vida inteira e serve como pano de fundo para as suas emoções.
Antigamente as emoções eram consideradas insignificantes do ponto de vista psíquico. Darwin conclui que muitas das nossas expressões emocionais não ocupam mais nenhuma função, já que ainda são usadas do mesmo modo como acontecia quando pulávamos de galho em galho. Simplesmente são resquícios de uma era em que os humanos eram seres mais primitivos. A maioria concordou que as emoções passariam a ser menos importantes com o passar do tempo, finalmente desaparecendo à medida que os humanos se desenvolvessem. Felizmente os cientistas contemporâneos discordam.

Agradáveis, desagradáveis

Hoje entendemos que as nossas emoções de fato são protagonistas em toda a vida humana, pois são elas que unem todas as coisas que julgamos importantes sobre as outras pessoas, eventos e o mundo.
Quando temos uma emoção, dizemos que “sentimos” algo, o que de fato estamos “sentindo” são as reações físicas deflagradas que estão ocorrendo dentro de nós. Algumas das mudanças causam tensão e são desagradáveis, especialmente aquelas que exijam grande esforço corporal, outras mudanças são muito mais agradáveis. São o que consideramos emoções positivas, mas a experiência a que nos referimos ao dizer “sentimos” alegria ou raiva de fato é a nossa experiência das reações biológicas automáticas que ocorrem dentro de nós
É claro que estamos lutando para sobreviver todas as vezes em que temos uma emoção. As nossas emoções desenvolveram-se com o tempo, aumentaram e tornaram-se mais sofisticadas. Nem sempre todas as emoções são universais, algumas somente são partilhadas com outras pessoas da mesma cultura.
As emoções também podem ser disparadas de outros modos além daqueles puramente automáticos.

Em geral, nove modos diferentes de deflagrar uma emoção:

Cuidado! Tigre à vista!!!

O modo mais comum é uma emoção ser acionada depois que o sinal correto é detectado ao redor. O problema é que não temos tempo para refletir se a emoção é uma reação apropriada ou não. Poderíamos estar enganados. Talvez o tigre não passasse de uma rocha, e queimamos o nosso cartucho.

Por que ela fez aquilo?

Podemos deflagrar as emoções pensando no que está acontecendo. Ao entender, entramos em sintonia com o nosso banco de dados emocional, e o processo automático entra em operação. Haverá menos erros, mas o processo é mais demorado. (Ah, então era um tigre!!! Bem que eu desconfiei. Hum, ele está comendo a minha perna.)

Você se lembra de quando se apaixonou pela primeira vez?

Podemos ficar emotivos ao lembrar situações em que sentimos emoções fortes. Ou começamos a nos sentir como nos sentimos naquele momento ou sentimos emoções novas como uma reação ao que sentimos naquele momento. Podemos ficar decepcionados agora com a nossa raiva de então. Isso se chama âncora.

Não seria bom se…

A nossa imaginação nos permite criar pensamentos ou cenas imaginárias que podem despertar emoções. É muito fácil imaginar como seria se você, por exemplo, estivesse ridiculamente apaixonado. Tente você mesmo, quando você se sente de um jeito que…que…(já esta sentindo alguma coisa?)

Prefiro não falar sobre isso para não me chatear de novo.

Às vezes basta falar sobre como estávamos irritados para ficarmos irritados de novo. Falar sobre experiências emocionais que você teve antes pode trazer de volta as emoções, mesmo se você não as quiser de volta.

HAHAHAHA!!!

É sempre mais engraçado assistir a uma comédia com alguém que ria do que alguém deprimido. É possível ter emoções através de empatia, quando vemos alguém experimentar uma emoção e ela nos contagia, causando em nós o mesmo sentimento. A emoção da pessoa pode despertar outras emoções em nós e poderíamos reagir com medo diante da raiva de alguém, por exemplo.

Não, menino teimoso!! Não ponha a mão no forno!

As coisas que os pais e outras figuras com autoridade nos dizem para ter medo ou para gostar na infância receberão as mesmas reações de nós quando adultos. As crianças também assumem sentimentos pela imitação, vendo como os adultos reagem em situações diferentes.

Ei, entre na fila também!

As pessoas que transgridem as normas sociais provocam emoções fortes. As normas variarão em culturas diferentes, é claro, e deixar de seguir uma delas pode dar margem a tudo, desde nojo até alegria, dependendo de qual for a norma e quem estiver transgredindo-a.

Cabeça erguida!

Como as emoções têm expressões físicas claras, também podemos acionar a experiência interna mental ao usar conscientemente os nossos músculos (especialmente do nosso rosto) da mesma forma como usaríamos se tivéssemos a emoção, deflagrando a emoção dentro de nós assim.

J. Pedro Parisotto Jr.

J. Pedro Parisotto Jr.

Psicanalista Clínico
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