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A Ciência da Fé – quem tem fé vive mais feliz

Ciência da fé

Ciência da fé

A Ciência da Fé – quem tem fé vive mais feliz. Este artigo versa sobre estudos que comprovam que os que têm fé vivem mais felizes, são mais otimistas, mais sociáveis e resistem melhor às intempéries da vida.
A certeza de uma recompensa “divina” muda a vida das pessoas, no entanto, não é pela intervenção “divina”, nem por feitiçaria, é mais uma questão de comportamento.

01 Ciencia da fé

Segundo o artigo, a religião estimula o espírito de comunidade, na hora do aperto há sempre alguém para ajudar.
As formas de amparo aos necessitados são muito mais efetivas, nas comunidades religiosas do que nas oferecidas pelo governo.

Em 2009 foi divulgada uma pesquisa feita com 126 mil entrevistados, na qual ficou constatado que quem frequenta cultos religiosos tem mais chance de aumentar seus anos de vida do que aqueles que não o fazem.
Os religiosos entrevistados tinham um maior comprometimento com a sua saúde, iam mais ao dentista, tomavam corretamente os medicamentos receitados, bebiam e fumavam menos.

02 Ciencia da fé

O médico Paulo de Tarso Lima, coordenador do serviço de medicina integrativa no setor de oncologia do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, pergunta aos pacientes se eles têm algum tipo de fé, se praticam algum tipo de atividade espiritual ou religiosa, não importa qual, e prescreve, nas receitas, que sejam mais assíduos nessas atividades; se vão à igreja, ao centro, ao templo se fazem ioga, etc., que o façam com mais frequência.

04 Ciencia da fé

O cardiologista Mauro Pontes, coordenador do centro de pesquisa do Hospital São Francisco em Porto Alegre, explica que “há um marcador de inflamação que parece apresentar menores níveis em religiosos”. Após o diagnóstico, apresentam menores níveis de estresse e têm mais recursos internos para lidar com a doença.

A fé tem uma participação especial no que os médicos e terapeutas chamam de “COPING” que é a capacidade humana de superar adversidades, assegura o médico.

O psicólogo Michael Mccullough, professor da universidade de Miami, em pesquisas, juntamente com Harold Koening, sobre Espiritualidade, diz que a fé facilita a árdua tarefa de adiar recompensas ; de fundamental importância para quase todas as tarefas da vida, desde fazer uma dieta a estudar para um concurso.

O geneticista americano, Dean Hamer anunciou em 2004 a descoberta dos genes da fé ou gene de Deus. Batizado de VMAT2 , é um conjunto de genes que dão significado às nossas experiências, atuam no cérebro, regulando a ação dos neurotransmissores dopamina, ligada ao humor e serotonina, relacionada ao prazer.

Na meditação

Na meditação, por exemplo, esses neurotransmissores alteram o estado de consciência. Segundo Dean Hamer, existe uma diferença entre espiritualidade e religião, ele diz que as pessoas mais espiritualizadas que conheceu não acreditavam em divindade nenhuma.
O time de cientistas liderado por Andrew Newberg, professor da universidade da Pensilvânia, nos EUA, autor do livro “How God changes your brain” – “Como Deus altera nossa mente”, (sem edição no brasil) demonstrou que Deus é parte de nossa consciência: quanto mais pensamos nele, mais nossos circuitos neurais são alterados.

No primeiro dos seus estudos, Newberg avaliou o impacto da fé, analisando imagens cerebrais de freiras rezando e budistas meditando. Ele detectou aumento de atividade em áreas relacionadas às emoções e ao comportamento e redução na zona que dá senso de quem somos. A diminuição de trabalho nessa região específica, segundo Newberg, representa a possibilidade de atingir, com a meditação, um estado em que se perde a noção de individualidade, espaço e tempo.

Capacete de Deus

O canadense Michael Persingern inventou um aparelho que ele chamou de “Capacete de Deus”, que estimula uma área específica do cérebro, onde nascem pensamentos místicos e espirituais. Ele fez experiências com religiosos e não religiosos que, após passarem uma hora com o capacete, quatro em cinco deles relataram sentir uma espécie de transe, com uma sensação de deslocamento para fora do corpo. O aparelho simulou experiências religiosas em laboratório.

A pessoa pode trabalhar a sua fé através da ioga, acendendo velas, lendo horóscopo, divulgando santinhos de santo expedito, lendo livros de física quântica ou de qualquer outra maneira.

Roland Griffiths, professor da universidade Johns Hopkins, nos EUA, experimentou dar a 36 voluntários, cápsulas de Psilocibina, substância existente em cogumelos alucinógenos. Eles ficaram 6 horas deitados em sofás, com os olhos vendados e ouvindo música clássica, após esse tempo, relataram que se sentiram muito próximos dos outros, com sentimentos de união, amor e paz, e mesmo depois de um ano, reencontrando essas pessoas, elas relataram que modificaram seu comportamento para melhor, o que foi confirmado pela família.
Griffiths, no fórum de uma palestra, disse que “se essa droga podia causar sensações místicas, idênticas às que ocorrem naturalmente, esse tipo de experiência é biologicamente normal”.

O psicólogo Elisha Goldstein autor do livro “The Now Effect” desenvolveu um método para cultivar momentos sagrados, que consiste em escolher objetos que lhe trazem boas lembranças; valem fotos da infância, o relógio do avô, uma carta de amor, o primeiro gibi, etc. todos os dias preste atenção a esse amuleto por cinco minutos, pelo menos.

Deixe os pensamentos bons invadirem suas mentes. Relaxe! Após três semanas, avalie suas emoções.

Goldstein constatou que os voluntários relataram sentimentos de gratidão, humildade e empatia. Porque eles se conectaram àquilo que realmente importava. Sentiram-se menos ansiosos e menos pessimistas e mais dispostos a ajudar a quem precisava. Sem necessidade de orar ou meditar segundo preceitos religiosos. É necessário que seja algo em que você acredite; que mantenha um sentimento bom a respeito.
Há, porém, situações em que a fé prejudica. Podem ser citadas as guerras que eram empreendidas em nome de Deus, ou abandonar tratamentos por achar que a doença é uma punição, ou é a vontade de Deus e, portanto, não pode ser tratada.

Fonte – Revista Superinteressante – Nov/2013 / Síntese da reportagem de Silvia Lisboa

Maria do Carmo Araujo

Maria do Carmo Araujo

Estudante do último ano de Psicanálise Clínica
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